
O Ace Hotel DTLA de Commune: um estudo sobre o fazer artesanal de Los Angeles e o reuso adaptativo
O projeto de 2014 de Commune para o Ace Hotel Downtown Los Angeles levou quartos e espaços de encontro a uma antiga torre de escritórios ao lado do teatro United Artists. O hotel abriu em janeiro daquele ano, reunindo um cenário histórico muito ornamentado e interiores moldados por produtores locais e pelas exigências práticas de um edifício compacto.
Ace operou o hotel até janeiro de 2024. A Los Angeles Conservancy registra os nomes posteriores STILE Downtown Los Angeles by Kasa e The United Theater on Broadway. Os interiores originais de Commune pertencem a um capítulo anterior, quando a conversão conectou a história arquitetônica do edifício ao fazer artesanal contemporâneo de Los Angeles. [1] [2] [3]

Trabalhar com um contraste herdado
O projeto associou um exterior histórico muito ornamentado à estrutura despojada revelada no interior da torre de escritórios. Em sua retrospectiva para Commune, Roman Alonso descreve como as janelas existentes e as dimensões compactas dos quartos orientaram o design para uma abordagem modernista eficiente. Os limites físicos da conversão se tornaram parte de seu caráter arquitetônico.
O estúdio identificou o trabalho de Rudolf Schindler como referência para os quartos, ao lado de influências mais amplas da Hollywood dos anos 1920 e da cultura punk de Los Angeles. Essas fontes não exigiam reduzir o edifício a um único período histórico. Permitiram que o novo interior reconhecesse várias vertentes da identidade da cidade enquanto lidava com as condições práticas da conversão. [1] [2]

A produção local como parte do design
A descrição oficial do projeto de Commune afirma que o mobiliário sob medida foi produzido na Califórnia e no México, e que artistas e artesãos locais contribuíram para o interior. A ambição de tornar o hotel específico de Los Angeles foi, portanto, expressa tanto pela produção quanto pelas imagens.
A produção deu ao projeto uma conexão com seu contexto que ia além das imagens. Móveis, iluminação e detalhes arquitetônicos levaram o trabalho de uma comunidade criativa para os ambientes concluídos. A identidade de Los Angeles do hotel emergiu dessas relações, assim como das referências históricas e culturais presentes no projeto. [1]

Um ambiente composto por muitas mãos
A retrospectiva de Alonso nomeia uma ampla rede de colaboradores. Entre eles estavam Tanya Aguiñiga, que criou trabalhos têxteis; Alma Allen, que produziu móveis e puxadores de bronze; Judson Studios, responsável pelos vitrais; e Atelier de Troupe, que forneceu a iluminação interior. O relato também identifica o trabalho dos Haas Brothers na recepção.
Essas contribuições introduzem diferentes escalas de atenção. Algumas são encontradas como objetos de presença marcante; outras são percebidas pelo toque ou como parte da luz de um ambiente. Sua importância coletiva está na maneira como conferem a um edifício explorado comercialmente a especificidade de um lugar autoral. A identidade do hotel se distribuía por muitos atos individuais de criação. [2]

Um interior dentro de uma história mais longa do edifício
A Los Angeles Conservancy reconheceu o projeto com um Preservation Award em 2014. A conversão deu à torre de escritórios um novo programa ao lado do teatro, criando espaços para visitantes se hospedarem e se reunirem em um marco urbano existente.
A contribuição de Commune pode ser acompanhada em várias escalas: a adaptação dos quartos, os móveis feitos para eles e os objetos menores percebidos pelo toque e pela luz. O edifício ofereceu condições arquitetônicas marcantes; seus colaboradores deram a essas condições uma vida material particular. Seu trabalho continua fazendo parte da história do lugar, mesmo enquanto seus usos e operadores continuam mudando. [3]





























































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