
Henry Zankov abre um novo capítulo na DVF para a primavera/verão 2027

Imagens: galeria oficial da passarela DVF primavera/verão 2027. O fotógrafo individual não é identificado na página da coleção.
Diane von Furstenberg voltou à passarela da Semana de Moda de Nova York em 10 de setembro de 2026, com a primeira coleção de Henry Zankov como diretor artístico. Apresentada na High Line de Manhattan, acima da loja da marca no Meatpacking District, a primavera/verão 2027 abriu o calendário oficial da NYFW. O cenário deu à estreia uma conexão clara com a identidade nova-iorquina da casa. Depois de quase uma década longe da passarela, a DVF tinha tanto um endereço familiar quanto uma voz criativa diferente.
O ponto de partida da coleção foi o movimento. Em sua apresentação oficial, a DVF descreve uma silhueta alongada e um guarda-roupa pensado para combinações, reunindo jérsei, chiffon e alfaiataria com peças em lenço e seda cortada no viés. A declaração de Zankov retoma a ênfase de Diane na “linguagem corporal”: como a roupa se move com quem a usa e comunica por meio do corpo. Isso torna especialmente interessante a questão central desta estreia. Como uma casa tão intimamente associada a um vestido pode desenvolver essa liberdade em todo um guarda-roupa?
O transpasse continuou sendo um ponto de referência essencial. A reportagem de passarela da Vogue identifica um vestido envelope de jérsei com manchas de leopardo como o look de abertura, seguido de interpretações em jérsei finíssimo e jérsei de tela com estampa vichy. O envolvimento também apareceu além da forma familiar do vestido, incluindo uma camiseta de comprimento de túnica e uma peça de jérsei acetinado inspirada no balé. Essas mudanças sugeriam que o transpasse poderia funcionar como princípio construtivo, dando a Zankov espaço para revisitar a assinatura da casa sem fazer de cada proposta outra versão da mesma peça.
Cor e textura ofereceram um segundo caminho. O relato da ELLE descreve tricôs canelados ajustados, blusas de chiffon translúcido e estruturas de tricô cruzadas, ao lado de combinações exuberantes de estampas animais e florais. Um dos pares citados unia um blusão floral rosa e amarelo a uma saia longa transparente com estampa de zebra. Combinações assim enfatizavam o styling: as peças individuais podiam ser lidas por meio do que as acompanhava, em vez de como declarações isoladas. A energia visual dependia tanto do contraste quanto de qualquer estampa única.
A reportagem da Fashionista acrescenta uma distinção útil entre os dois papéis de Zankov no design. Falando após o desfile, ele caracterizou a DVF como mais sedutora do que sua própria marca, mais cerebral. O relato destaca vestidos longos diáfanos, chiffon enrugado e sedas cortadas no viés. Essa leveza material importa para a proposta mais ampla. Um guarda-roupa construído em torno da mistura precisa de variação de peso, superfície e proporção, além de uma paleta reconhecível.
Em conjunto, as notas oficiais da coleção e as reportagens contemporâneas do desfile apontam para um capítulo inicial organizado em torno da expansão. O vestido envelope trouxe continuidade, enquanto peças separadas, tricôs e camadas fluidas ampliaram a conversa. A ideia mais promissora é a possibilidade de transportar a desenvoltura da DVF para múltiplas formas de se vestir. Para a primavera/verão 2027, Zankov estabeleceu os elementos dessa proposta; sua força a longo prazo dependerá de quão convincentemente eles se tornarão parte do guarda-roupa cotidiano das mulheres.
A galeria oficial da passarela
Os 37 looks de passarela em corpo inteiro da galeria oficial DVF primavera/verão 2027, na ordem publicada pela casa.

































































































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